6 de novembro de 2013

Déficit de armazenagem é maior que o aparente no Paraná

A primeira etapa do Ciclo de Palestras Informação e Análise do Agronegócio -  que está discutindo armazenagem e escoamento da produção de grãos diante do contínuo aumento na colheita – mostrou que o Paraná tem um déficit de armazéns maior que o previsto. Nem todos os complexos que aparecem nas estatísticas recebem grãos, apontou Eugênio Stefanelo, analista do agronegócio que abriu as atividades na manhã desta sexta-feira (1º de outubro) em Ponta Grossa. Os armazéns instalados no Paraná podem receber 27,65 milhões de toneladas no Paraná, mas o espaço adequado a grãos limita-se a 23 milhões de toneladas, disse o palestrante. Precisamos de armazéns para mais 12,5 milhões de toneladas, isso para termos espaço equivalente ao da safra anual de 36 milhões de toneladas [volume de 2012/13]. Se considerada a indicação técnica de que o ideal é a disponibilidade de armazéns para 1,2 safra, o déficit aumenta 20%, acrescentou. Os silos em funcionamento não seguem todos os parâmetros oficiais para armazenagem. Somente 2% do espaço podem ser usados para receber compras do governo, por exemplo. Isso está limitando as próprias operações de aquisição. Onde vamos guardar volumes grandes de aquisições do governo federal? Desafiou. O Ciclo de Palestras associa a discussão de armazenagem com a dos financiamentos e a das exportações. Participam também, palestrantes que representam o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e do Agronegócio Gazeta do Povo. Em Ponta Grossa, Luiz Fernando Baena e Alexandre Accioly, do BRDE, mostraram que não faltam recursos para financiar armazéns. O superintendente da APPA, Luiz Henrique Dividino, contou que as filas de caminhões acabaram porque a chegada foi organizada, mas isso não significa que o gargalo do embarque tenha sido resolvido. O coordenador do Agronegócio Gazeta do Povo mostrou que a expansão da safra deu um salto de 65 milhões de toneladas em cinco anos e que novos recordes devem ser quebrados nas próximas temporadas. (Gazeta do Povo).

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